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SINDICATO CALCULA PREJUÍZOS PARA HOTELARIA DA BAIXADA





A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) afetou a vida de milhares de pessoas e diversos setores, entre eles, o hoteleiro. O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sinhores) da Baixada Santista e Vale do Ribeira, estima o prejuízo de cerca de R$ 50 milhões para o setor de hospedagem, nas duas regiões, desde o último dia 19, quando o Comitê Metropolitano de Contingenciamento do Coronavírus da Baixada Santista (Condesb) determinou o fechamento de hotéis e pousadas na região. A medida foi tomada evitar a transmissão da doença. No pior dos cenários, segundo o Sindicato, grande parte dos hotéis da região poderá voltar a funcionar apenas em 2021.

Conforme um levantamento feito junto ao sindicato, a região possui 563 estabelecimentos do ramo de hospedagem, que engloba hotéis, apart-hotéis, motéis e hostels. Guarujá, Santos e Praia Grande são as cidades com a maior quantidade de instituições no setor e, portanto, tem maior influência.

O presidente do Sindicato, Heitor Gonzalez, esclarece que a situação desses estabelecimentos é complicada, visto que sobrevivem na alta temporada com a chegada de turistas e, no inverno, com convenções de grande empresas e turismo de negócios.

Para os próximos meses, até o final do ano, segundo ele, todas os grandes eventos, que poderiam trazer reservas para a região, foram cancelados. "A expectativa para a retomada das atividades nesse ano é zero", afirma. Em vista dos prejuízos econômicos que o período de isolamento pode vir a acarretar ainda, ele conta que existe a possibilidade dos grande hotéis encerrarem as atividades até o final do ano e retomá-las somente no ano que vem.

Para isso, há a realização de um estudo para saber se vale a pena os estabelecimentos continuarem abertos. “Se não houver uma ajuda significativa, inclusive, dos municípios, esse estudo pode comprovar que é melhor fechar o hotel e reabrir só no ano que vem. Talvez o prejuízo seja menor do que mantê-los abertos sem ninguém dentro. Com isso, a expectativa de reabertura é só verão de 2021”, explica Heitor.

O presidente aponta os gastos com impostos e quadro de funcionários como alguns dos maiores custos desses estabelecimentos.

Heitor afirma que, para viabilizar o fechamento total nos próximos meses, esses hotéis terão de fazer uma análise de todos os custos com encargos, quadro de funcionários e outras despesas, para saber se há mais prejuízo com o estabelecimento aberto ou fechado. “É uma medida para se pensar", avalia.

Ele ainda aponta que essas instituições vão ter que se planejar, para se reestruturar na abertura, para que consigam se manter no próximo ano. "Ele tem que pensar: 'como é que eu faço para que o meu negócio fique de pé se eu só fizer 50% do movimento que eu tinha antes?' Isso tem que ser visto ainda esse ano para que, pelo menos, o estabelecimento se mantenha", finaliza.


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