Projeto do túnel Santos-Guarujá segue sem novos riscos de financiamento
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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que os recursos públicos destinados à construção do túnel entre Santos e Guarujá seguem garantidos e que os impasses relacionados à governança do projeto foram solucionados após alinhamentos entre a União, o Governo de São Paulo e a Autoridade Portuária de Santos.
A declaração foi feita durante audiência na Câmara dos Deputados, realizada na última quarta-feira (20). Segundo o ministro, a gestão financeira do empreendimento ficará sob responsabilidade do Porto de Santos, por meio da estrutura administrativa da autoridade portuária.
O projeto enfrentou entraves nos últimos meses. Em março, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu temporariamente os repasses federais previstos para a obra. A situação foi revertida semanas depois, após adequações no modelo de governança e novos entendimentos entre os entes envolvidos.
De acordo com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o Acordo de Cooperação Técnica solicitado pelo TCU está em fase final de elaboração e deve ser concluído nos próximos dias.
O investimento estimado para a construção do túnel é de R$ 6,8 bilhões. Desse total, R$ 5,2 bilhões serão financiados pelo poder público, com divisão igual entre o Governo Federal e o Governo do Estado de São Paulo. A execução ocorrerá por meio de parceria público-privada.
A obra também foi marcada por desgastes políticos recentes. Em abril, a assinatura da operação de crédito referente aos recursos estaduais ocorreu sem a participação de representantes do Governo de São Paulo. Nos bastidores, integrantes da gestão estadual demonstraram insatisfação com o convite enviado em curto prazo, o que teria inviabilizado a presença de autoridades paulistas na cerimônia.
Considerado um dos principais projetos de mobilidade urbana da Baixada Santista, o túnel imerso entre Santos e Guarujá deverá reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre as cidades, com previsão de travessia em cerca de cinco minutos. O projeto prevê ainda gratuidade para pedestres e ciclistas.
A expectativa do Governo Federal é iniciar as obras em janeiro de 2027, com conclusão e início das operações previstos para 2031.
















