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PRESIDENTE DO SINDICATO DOS SERVIDORES ESTATUTÁRIOS DE SANTOS CRITICA PRECARIEDADE DE INSTALAÇÕES



Santos

Servidores voltam ao trabalho

em locais infectados, diz Sindest

Na foto, o presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais, Fábio Pimentel

O funcionalismo municipal de Santos volta ao serviço presencial, nesta quarta-feira (17), em locais de trabalho “totalmente precários, verdadeira condição de miséria, nada foi desinfectado”.

A denúncia é do presidente do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel. “Se a pandemia passou por esses locais, lá ainda está, colocando o pessoal em risco”.

Em dois meses e meio, garante Fábio, “nada foi higienizado. As unidades estão imundas. Assim são tratados os servidores, sem qualquer consideração por parte do prefeito” Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

Ele reclama que o sindicato e os trabalhadores “não foram consultados como se daria esse retorno. Simplesmente o prefeito achou que deveriam voltar e pronto, os convocou”.

O presidente do Sindest acha que a medida será revogada diante de determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que colocou Santos de novo no estágio vermelho, na noite desta terça-feira (16).

“Seja como for, o desrespeito e a falta de consideração do prefeito com os servidores foi escancarado com a obrigatoriedade de retorno ao trabalho em condições adversas”, pondera Fábio.

Retomar

as negociações

Caso a medida seja efetivamente colocada em prática, ou seja, se houver mesmo a volta ao trabalho, o sindicalista cobrará do prefeito a reabertura imediata das negociações para a data-base de fevereiro.

“O prefeito flexibilizou o perigo de vida ou de morte do funcionalismo, mas nós não flexibilizaremos a disposição de pressioná-lo por negociações reivindicatórias”.

Fábio acha não ser o momento de retorno ao trabalho porque os números e indicativos de proliferação do coronavírus são ruins no Brasil, em São Paulo e em Santos.

Para ele, a taxa de ocupação nas unidades de tratamento intensivo (uti) de saúde caiu porque aumentou o número de leitos e não por queda da contaminação, que terá seu auge em julho e agosto.

“Estamos em segundo lugar mundial nessa disputa pelo número de mortos proporcional à população, perdendo apenas para os Estados Unidos. Mas parece que nossas autoridades querem chegar ao primeiro”.

“Mas já que estaremos de volta aos postos de trabalho, voltaremos também às trincheiras sindicais, mandando chumbo de propaganda negativa contra esse governo municipal irresponsável”, diz Fábio.

O presidente do Sindest reclama que a categoria está há 15 meses sem reajuste, desde fevereiro de 2019. E que os anos anteriores “deixaram uma estrondosa perda salarial acumulada”.

Reelegerá

o sucessor?

“Não bastasse, os governos federal e municipal querem que fiquemos mais 18 meses sem correção salarial. Nem o acordo do ano passado o prefeito cumpriu”.

Ele recorda que o Paulo Barbosa desrespeitou a cláusula do acordo de 2019 que concedeu promoção aos sepultadores de cemitérios. E lamenta que hoje “dê tapinhas nas costas da categoria”.

“Dizer que os coveiros se empenham diante das mortes da pandemia é fácil. Mas isso é como se os chamasse de tolos, por acreditarem em demagogia. A categoria quer respeito ao acordo”.

Fábio também cobra o adicional de férias dos servidores da educação, que não receberam o benefício legal após terem sido colocados em casa involuntariamente.

O sindicalista também questiona o projeto de lei de Paulo Barbosa que isenta a prefeitura de pagar sua parte ao instituto de previdência dos servidores (Iprev) até dezembro.

“Que diabo é isso? De onde esse homem tirou essa ideia? Já não basta ter vergonhosamente aumentado em 2% a contribuição dos servidores ao Iprev, no ano passado?”

Fábio finaliza dizendo que, “desse jeito, a categoria não tem segurança nem quanto ao 13º salário. Mas o prefeito que se prepare. Se depender de nós, não reelegerá seu sucessor”.

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