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DEFESA CIVIL VISTORIA MORADIAS



Guarujá registra 216 moradias interditadas pela Defesa Civil

Vistorias foram intensificadas em ação preventiva que monitora diversas áreas da Cidade, com objetivo de reduzir riscos de novos deslizamentos

Em função da tragédia causada pelas chuvas dos últimos dias em Guarujá, que vitimou centenas de pessoas, a Cidade possui um total de 216 moradias já interditadas pela Coordenadoria de Unidades de Prevenção e Educação da Defesa Civil Municipal. O órgão da Prefeitura vem intensificando ações para reduzir riscos de mais deslizamentos nos morros da Cidade.

O maior número registrado é no Morro da Bela Vista (Macaco Molhado), na Vila Edna, com 84 interdições já realizadas. Depois, vem Vila Baiana (42), Morro do Engenho (38), , seguido pela comunidade a Barreira do João Guarda (24), Vale da Morte, no Jardim Vitória (22) e Morro da Cachoeira (6).

Parte dessas interdições aconteceu após vistorias da Defesa Civil Municipal em parceria com os Institutos de Pesquisas Técnicas (IPT) e Geológico (IG) do Estado, que seguem critérios técnicos para determinar se as casas possuem condições de ser habitadas ou interditadas.

Esses critérios levam em conta a instabilidade do terreno, trincas e rachaduras, distância entre a moradia e a encosta, escorregamentos antigos e dano estrutural. Se houver a constatação de danos estruturais, com trincas em colunas e vigas, por exemplo, a interdição pode ser permanente ou até mesmo demolida. Caso contrário é autorizada a reocupação, porém com orientação para que continuem sendo seguidos os parâmetros do Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC).

De acordo com o diretor da Defesa Civil de Guarujá, Átila Gregório, muitos moradores de áreas de risco da Cidade, inclusive, tomaram a iniciativa de abandonar suas residências. “Ao perceberem sinais de perigo, por conta da grande precipitação de chuvas, as pessoas deixaram suas residências, em cumprimento aos protocolos estabelecidos pelo PPDC. Este que é um trabalho contínuo e extensivo realizado no Município durante o ano todo”.

O trabalho de vistoria prossegue em todos os morros que sofreram com deslizamentos. Caso a Defesa Civil constate, em outros locais, que mais moradias estão sob risco de desabamento, os moradores são retirados e levados ao local de acolhimento da Prefeitura ou para casas de parentes. Em Guarujá, foram registrados sete deslizamentos, com as situações mais críticas nos morros Morro da Bela Vista (Macaco Molhado) e Barreira do João Guarda.

As famílias desabrigadas estão sendo acomodadas na Escola Municipal Professora Dirce Valério Gracia (Av. D. Pedro I, 340 – Jardim Tejereba). No local, os munícipes estão recebendo atendimento médico e psicológico, alimentação e abrigo. Além disso, toneladas de suplementos foram doadas pela população. Voluntários e funcionários estão trabalhando em conjunto para auxiliar os munícipes.

No último sábado (7), o Município recebeu 40 militares das Forças Armadas (Exército e Aeronáutica), para o trabalho de ajuda humanitária, ou seja, sendo responsáveis pela separação e distribuição de donativos; montagens de cestas de alimentos; organização dos voluntários, intermediação de conflitos e o reforço da segurança.

Dados detalhados por área

Morro da Barreira do João Guarda: 21 óbitos

Morro da Bela Vista (Macaco Molhado): 8 óbitos

Rodovia Ariovaldo Almeida de Viana (Guarujá-Bertioga): 1 óbito

Morro do Engenho: 1 óbito

Não localizados: 36

Na última semana, o acumulado de chuvas em Guarujá atingiu 405 mm em 72 horas, sendo 282 só nas primeiras 12 horas, número superior ao previsto para todo o mês de março. Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, é um volume extremamente alto, considerando-se as medidas históricas no Estado.

Ao todo, 336 pessoas estão acolhidas na Escola Municipal Dirce Valério (Av. Dom Pedro I, 340 – Jardim Tejereba). Na unidade municipal de ensino, os munícipes estão recebendo atendimento médico e psicológico, além dos cuidados básicos de alimentação, higiene e acomodações para descanso.

Doações

Os pontos de arrecadação de doações são o Fundo Social de Solidariedade (FSS) de Guarujá (Rua Cavalheiro Nami Jafet, 549 – Centro) e a escola municipal Dirce Valério Gracia (Av. Dom Pedro I, 340). Segundo o FSS, atualmente as prioridades são itens de higiene pessoal (sabonetes, shampoo, creme dental, escova dental, absorventes, desodorantes), fraldas, alimentos não perecíveis (arroz, feijão, óleo, café e sal), ração animal e produtos de limpeza. No Dirce Valério, já não há mais necessidade de doação de roupas. Esse tipo de donativo deve ser entregue diretamente nas comunidades.


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