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PREFEITURA QUER MAIS LEITOS HOSPITALARES SUS E VERBA PARA A SAÚDE

Encontro aconteceu no Gabinete do prefeito, Válter Suman e contou com a participação do dirigente da central de vagas no Estado, Domingos Guilherme Napoli

Mais leitos e um maior aporte financeiro à saúde. Essas foram as necessidades apontadas pela Prefeitura de Guarujá, que sediou reunião neste mês, para discutir a organização da regulação de leitos na Microrregião Litoral Norte, formada por Guarujá e os municípios de Bertioga e Cubatão.

O encontro contou com as presenças do gerente médico da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS), Domingos Guilherme Napoli e da diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS- IV), Paula Covas, além de representantes das demais Cidades.

O principal objetivo da audiência realizada no gabinete do prefeito de Guarujá, Válter Suman, foi de expor ao dirigente do CROSS, as necessidades dos municípios e o que pode ser feito para melhorar a regulação entre as cidades.

A reunião foi organizada pela Diretoria Regional de Saúde (DRS), que deseja implantar na Microrregião do Litoral Norte, uma regulação independente e direta, como já em funcionamento no litoral sul (Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe).

A questão é que, diferente da microrregião do litoral sul que possui o Hospital Regional de Itanhaém. Equipamento este, totalmente financiado pelo Estado e que através de financiamento específico, consegue efetivar atendimento às grandes urgências por ser um hospital estruturado e que contempla atendimento para municípios de pequeno porte.

E é essa organização que o Estado defende para Guarujá, Cubatão e Bertioga através do Hospital Santo Amaro, o que segundo a equipe de Guarujá, pode não ser viável neste momento, sem que sejam redefinidas as referências e fluxos para atendimento dos pacientes portadores de doenças cardiológicas de emergência, pois impactam num grande quantitativo e que não tem resolução dentro do HSA.

Para o litoral norte a questão é mais complicada, já que os municípios são maiores. Bertioga tem mais de 60 mil habitantes, Cubatão mais de 100 mil e Guarujá, acima dos 300 mil. “Infelizmente, o HSA não consegue dar conta de toda a demanda do Município, quanto mais absorver demais cidades”, frisou o prefeito.

Suman conduziu a reunião onde contou do desafio que é lidar com as demandas que crescem diariamente na Cidade, diante de um recurso escasso. “Sabemos que é preciso ampliar o número de leitos de UTI, de retaguarda. Mas, enquanto os recursos financeiros forem insuficientes aos municípios, e no caso de Guarujá, a nossa Cidade continuar relegada a um plano secundário no repasse de recursos, vamos continuar sofrendo muito”.

Ele justificou que a situação só não é pior porque conta com uma estruturada rede municipal de urgência e emergência. “Graças a Deus temos praticamente uma enfermaria hospitalar”, disse se referindo às UPAS, sob a preocupação de que daqui a alguns dias, Guarujá receberá mais de dois milhões de pessoas nesta temporada.

O gerente médico da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS), Domingos Guilherme Napoli, falou do desejo de se aproximar mais da realidade dos municípios. “Queremos resolver o problema de hospital e de saúde aqui nesta região, em que Guarujá é sede. A rede de informática da Central CROSS também já vem sendo acertada internamente. Nosso intuito é ampliar a atenção à Baixada, com equipe mais voltada a Baixada, para um SUS mais solidário e parceiro”.

O CROSS fica na grande São Paulo e tem um braço na DRS IV – Baixada Santista, ou seja, hoje a regulação de leitos é resolvida na Região. A Diretoria enfatiza que poderia compor nesta região da microrregulação norte, o atendimento dentro do Hospital Guilherme Álvaro (HGA), no fluxo de atendimentos de urgência, assim como demais parceiros da região.

A diretora da DRS-IV, Paula Covas, reforçou a ideia otimizar mais os leitos hospitalares. “Para isso, queremos ampliar acessos e possibilidades também na Capital e no Estado, a partir de um caminho traçado juntos, como microrregião. É olhar para o que está pactuado e assim termos uma situação melhor”, declarou.

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