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POLÍCIA FEDERAL PRENDE EX-DEPUTADO MARCELO SQUASSONI


A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (22), o ex-deputado federal Marcelo Squassoni (PRB-SP), além de ex-integrantes da cúpula da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e empresários, em uma investigação sobre supostas fraudes em licitações e contratos de R$ 100 milhões na estatal. A ação é a segunda fase da Operação Tritão.

Segundo a Polícia Federal, os investigados nesta etapa da operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, associação criminosa, fraude a licitações, e corrupção ativa e passiva.

O principal investigado é Squassoni, suspeito de ser um dos articuladores do esquema na Codesp e que, segundo o Ministério Público Federal, recebeu R$ 1,6 milhão em propina.

O delegado regional de investigação e combate ao crime organizado da PF, Marcelo Ivo de Carvalho, disse que mesmo após a deflagração da primeira fase da Tritão, os atos ilícitos continuavam. Ele explicou que um trabalho de auditoria interno, conduzido pela atual gestão da estatal, colaborou com as investigações.

A segunda etapa da operação, denominada Círculo Vicioso, foi deflagrada com o aprofundamento das investigações e com a delação de um dos presos na fase inicial. Foram identificados mais dois contratos, que juntos passam de R$ 100 milhões, com indícios de fraude: um de segurança do porto e outro de fiscalização por drone.

Os mandados são de prisão temporária, válidos por cinco dias. Foram cumpridos nove em Santos e dois em Guarujá, na Baixada Santista, e outro em Ilhabela. Os demais ocorreram em Bragança Paulista e Serra Negra, no interior paulista, em Duque de Caxias (RJ) e em Fortaleza (CE). Há mandados de busca e apreensão para todos os endereços dos alvos.

Os presos, exceto aqueles localizados fora do estado de São Paulo, foram submetidos a audiência de custódia pela manhã na Justiça Federal em Santos. Em seguida, foram encaminhados para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Lapa, na capital paulista, para cumprimento da prisão temporária.

O advogado do ex-deputado Marcelo Squassoni, Marcelo Knopfelmacher, considerou a prisão "descabida e desnecessária" e que "não há fatos novos que justifiquem a medida". Ele afirmou que vai solicitar a revogação da prisão na justiça.

Delator conheceu Squassoni na Câmara de Guarujá

O empresário Mário Jorge Paladino afirmou, na delação premiada, que emprestou um Audi Q7, carro de luxo avaliado em mais de R$ 400 mil, para que o ex-deputado federal Marcelo Squassoni (PRB/SP) usasse em Brasília, durante seu mandato, entre 2015 e 2019.

O empréstimo do carro de luxo estaria entre outros "pagamentos e vantagens indevidas" que Marcelo Squassoni recebeu do esquema relacionado à Codesp, segundo Paladino. O delator conta que conheceu o ex-deputado quando Squassoni era presidente da Câmara Municipal de Guarujá, no litoral paulista, e contratou sua empresa para prestar serviços de digitalização de documentos, "fraudando o processo licitatório em troca de propina". (fontes: g1, uol e estadão)