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CAVA SUBAQUÁTICA É TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ASSEMBLEIA ESTADUAL


A cava subaquática de Cubatão foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - Alesp. O encontro foi realizado em conjunto pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – CAMDS, e de Assuntos Metropolitanos e Municipais - CAMM.

O intuito do encontro foi o esclarecimento sobre a situação dos resíduos tóxicos e os licenciamentos para dragagem da cava, construída para funcionar como depósito de material dragado do canal de Piaçaguera.

Domenico Tremaroli, diretor da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - Cetesb, responsável por avaliar os impactos ao meio ambiente, abordou os riscos de vazamento da cava. "Como não se trata de uma barragem, a cava não oferece riscos de vazamentos. No entanto, podem ocorrer vazamentos decorrentes de ações operacionais", explicou.

Segundo o diretor, o canal sofreu com o processo de industrialização nos anos 1970, acumulando um alto nível de material tóxico. "Isso criou a necessidade de fazer a dragagem, aprofundando o canal de navegação para passagem de navios maiores. O procedimento deve ser executado com cuidado e tecnologia apropriada, para que não haja suspensão de material", resumiu Tremaroli.

Uma visão técnica da cava foi apresentada pelo professor da Unfesp, Ronaldo Torres. Ele afirmou que " o ideal era que a cava não tivesse sido construída, e declarou: "Para o bem do meio ambiente e da população que reside no local, a cava deveria ser fechada. A estrutura oferece total risco de contaminação aos pescadores, manguezais e moradores".

O deputado Caio França , levantou alguns questionamentos durante a reunião, chamando a atenção para pontos não esclarecidos pela Cetesb. Disse o parlamentar: "Ainda precisamos debater a cava. As empresas que a gerenciam precisam ser transparentes no processo."

Durante os debates, relacionaram-se à cava os desastres de desabamento das barragens de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais. A reunião também contou com a presença do movimento A Cava é Cova, o qual luta para que todo o material tóxico depositado no interior da cava seja tratado e depositado em um aterro adequado. Cíntia Prado, integrante do movimento, explicou: "Em nenhum momento dissemos que somos contra a dragagem. Queremos que essa limpeza seja feita da forma correta, com tecnologia adequada".

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