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EMPRESA ASSUME TRANSPORTE PÚBLICO COM TRÊS MESES DE ANTECEDÊNCIA


Na manhã do dia 24 de janeiro, a Empresa City Transporte Urbano reuniu a imprensa local e autoridades da Cidade para apresentar a programação e plano de melhorias no sistema de transporte público de Guarujá. A empresa é a nova detentora da concessão do transporte na Cidade, após vencer a licitação em outubro de 2018. O início das operações estava marcado para abril, porém um acordo entre a City e a Prefeitura de Guarujá antecipou o processo de transição em três meses e a empresa passará a operar a partir do dia 1 de fevereiro.

“O período de implantação foi antecipado devido ao caos que começou a se instalar pela empresa que vem operando o sistema, desde novembro do ano passado quando foi concluída a licitação. O serviço ficou deteriorado e a ouvidoria da Prefeitura tem recebido inúmeras reclamações. A Prefeitura decidiu antecipar para garantir uma boa qualidade do serviço aos munícipes” justificou o secretário adjunto de Defesa Social, Claudio Santiago.

Durante a apresentação, a gerente de Projetos da City, Athanasia Michelopoulos explicou que neste primeiro momento, o transporte público vai operar com 13 ônibus articulados, 78 ônibus padrão, 34 ônibus convencionais, 6 microônibus e 3 vans. Desse número, apenas 40 veículos são novos – zero quilômetro, os demais serão remanejados da reserva técnica de outras cidades, veículos com a idade média de 10 anos.

"Haverá alterações nas linhas: das 32 já existentes na cidade, 23 permanecerão durante a transição. Dessas, 11 não têm alteração e 12 são linhas novas. Essas mudanças serão informadas para a população. Haverá integração com tempo de 90 minutos" explica a gerente.

Atualmente a Translitoral opera com 130 veículos, apesar da diminuição no número de linhas, a City garante que o atendimento não será prejudicado pois a capacidade é maior.

Michelopoulos explicou ainda que também durante a transição a empresa está promovendo o cadastro dos usuários para os novos cartões, pequenas adequações viárias e a composição de Recursos Humanos. Sobre este último tema, os representantes da City garantiram que pretendem absorver o máximo de mão-de-obra da Translitoral, e desmentiu o boato que os funcionários deveriam pedir demissão da empresa para serem inseridos na nova.

“Estamos priorizando a contratação dos profissionais que trabalham na Translitoral, após absorver estas pessoas e se depois sobrarem vagas, aí sim contrataremos outras pessoas. Não temos conhecimento do trâmite de desligamento dos funcionários com a empresa Translitoral. Podemos falar do nosso regime de contratação, apenas” declarou Ronei Cavalcante, gerente geral da empresa.

O cronograma de implantação do sistema pela City está dividido em etapas que vão até 2020. A primeira que deverá ser implantada até dezembro de 2019, compreende corredor de ônibus da Santos Dumont, estação de integração na Enseada, sistema de transporte executivo e 100% da frota nova em operação. Segunda etapa – entre outubro de 2019 e maio de 2020, corredor da Adhemar de Barros, terminal Morrinhos e sistema de transporte turístico. Por fim, entre abril e novembro de 2020, será criado o corredor da Dom Pedro e construção do terminal Perequê. A empresa implantará também, conforme previsto no edital, o sistema de transporte por bicicletas e ainda será responsável pela manutenção dos terminais e pontos de ônibus.

CITY GARANTE PASSAGEM INICIAL A R$3,20, MAS PODE COBRAR ATÉ R$ 4,07

Durante o encontro e coletiva com os representantes da City Transporte Urbano, o Jornal da Cidade questionou sobre o valor da passagem, se o preço atual seria mantido – R$3,20. A princípio os representantes da empresa e o secretário Claudio Santiago garantiram que este valor será mantido durante a fase de transição, porém ressaltaram que o valor está defasado e deverá passar por um novo estudo. “O valor da tarifa está defasado. O aumento demanda um escopo com justificativas, que deverão ser analisadas pelos órgãos competentes”, explicou ele. Entretanto, a empresa foi questionada também por nossa reportagem se haveria cobrança de algum valor subsidiado pela Prefeitura, para complementar o preço da passagem já neste momento de transição, quando a empresa ainda não entregará para a população 100% do prometido, nas palavras deles mesmos. Os representantes da City, porém, não se sensibilizaram com a difícil situação econômica de Guarujá e confirmaram que podem cobrar repasse de subsídio da Prefeitura. Ou seja, para os usuários a tarifa permanecerá R$3,20, mas para a empresa, o valor que cobrará da Prefeitura poderá ser de até R$4,07, a diferença sairá dos cofres públicos, do dinheiro impostos dos cidadãos usuários do transporte e consumidores em geral. Nossa reportagem insistiu na questão do subsídio, e o valor cheio de R$ 4,07, apesar de citado na entrevista, quando confrontado, não foi confirmado com precisão pela empresa

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