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NOVA EDIÇÃO DO JORNAL DA CIDADE AMANHÃ NAS BANCAS


Vacina fracionada protege contra

febre amarela em 98% dos casos

Segundo os autores da pesquisa, os resultados colocam o fracionamento da vacina como uma abordagem adequada para combater as epidemias; Neste sábado (17) tem mais um dia D de mobilização em Guarujá

A Cidade de Guarujá vacinou apenas 15,03% do público estimado, segundo a secretaria municipal de Saúde. Dentro do universo de 295 mil pessoas, somente 44.335 pessoas foram imunizadas contra a febre amarela na Cidade, desde o início da campanha, em 25 de janeiro.

Como não há registros de casos suspeitos ou confirmados na Cidade, muitas pessoas estão optando por não dirigir-se ao posto de atendimento mais próximo para receber a dose necessária para o combate da doença. Neste sábado (17), Guarujá realiza mais um Dia D de mobilização contra a doença, com 20 unidades de saúde disponíveis à população, que funcionarão das 8 às 17 horas.

As doses fracionadas da vacina contra a febre amarela geram anticorpos contra a doença em 98% dos casos, de acordo com um novo estudo publicado na última quarta-feira (14), pela revista científica New England Journal of Medicine. O estudo avaliou a mesma vacina fracionada que vem sendo aplicada no Brasil.

Segundo os autores da pesquisa, os resultados colocam o fracionamento da vacina como uma abordagem adequada para combater as epidemias. A pesquisa foi financiada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, com o objetivo de avaliar a resposta imune à dose fracionada em uma campanha de vacinação em larga escala. O estudo foi realizado a partir de um programa de vacinação realizado em 2016, durante epidemia de febre amarela na República Democrática do Congo.

De acordo com o artigo, como o suprimento disponível da vacina era insuficiente para uma campanha de tal dimensão, o governo congolês seguiu uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e vacinou 7,6 milhões com uma dose fracionada da vacina produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Biomanguinhos), que é equivalente a um quinto da dose padrão.

“Uma dose fracionada de vacina contra a febre amarela foi efetiva para induzir a soroconversão na maioria dos participantes. Esses resultados apoiam o uso de uma vacinação com doses fracionadas para controle de epidemias”, conclui o estudo.

Os cientistas avaliaram os testes de anticorpos neutralizantes contra a febre amarela em amostras de sangue obtidas antes da vacinação e de 28 a 36 dias após a vacinação. Entre os 716 participantes, 98% tinham anticorpos após a vacinação. Entre os 483 participantes que eram soronegativos antes da vacinação, 98% apresentaram anticorpos. Dos 223 participantes que já eram soropositivos antes da vacinação, 66% apresentaram resposta imune.

De acordo com o estudo, a proporção de pessoas que apresentaram anticorpos com a vacina fracionada é semelhante à que é observada quando os pacientes recebem a dose padrão. Segundo os cientistas, isso prova que a dose fracionada é uma abordagem viável para fornecer imunidade e conter surtos da doença.

“Esse resultado é importante, levando em conta o risco global de epidemias de febre amarela, como mostrou o Brasil em 2017, quando mais de 26 milhões de doses de vacinas contra a febre amarela foram distribuídas para controlar uma epidemia no início do ano”, escreveram os autores.

Diversos estudos anteriores já sugeriam a eficácia da vacina fracionada. De acordo com o Ministério da Saúde, a própria OMS recomendou o fracionamento da vacina quando há risco de expansão da doença em cidades grandes que não tinham recomendação para imunização anteriormente.

Segundo o Ministério da Saúde, a decisão de fracionar a vacina teve base em um estudo realizado por Biomanguinhos que apontou a presença de anticorpos contra febre amarela oito anos após a aplicação da dose fracionada.

Você sabe o que é vacina fracionada?

E agora? O que isso significa? Essas pessoas não estarão seguras contra a doença?

Calma, não é bem assim. Da mesma forma que a Organização Mundial da Saúde recomendou a dose única como padrão de imunização para todo o País, foi a própria organização que determinou o fracionamento como opção quando há risco de a doença se expandir em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente.

Quem garante que a dose menor funciona mesmo?

Até agora os estudos mostraram que a proteção da dose fracionada, de 0,1 ml, é a mesma da dose padrão, de 0,5 ml. A primeira protege a pessoa por até oito anos, e a segunda, pela vida toda.

Quem garante que a dose fracionada funciona mesmo?

A garantia é dada diretamente pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos/Fiocruz), única instituição autorizada a fabricar e distribuir doses fracionadas. A Biomanguinhos fez um estudo com 315 pessoas e concluiu que, passados oito anos desde que foram vacinadas com a dose de 0,1ml, elas ainda tinham anticorpos contra febre amarela no organismo.

Pastor forja evento evangélico para

vender carro na praia do Pernambuco

Prefeitura de Guarujá ainda investiga isenção de impostos em local de pregação utilizado pelo pastor como hostel

O pastor Gustavo Reis, da Igreja Luzz, teve equipamentos de som apreendidos depois que a Prefeitura de Guarujá entendeu que ele forjou um evento evangélico para lançar e vender uma réplica de um carro de luxo. Em um vídeo publicado na internet, o religioso se defendeu ao dizer que o ato foi "responsabilidade de Satanás".

O evento, considerado ilegal pela administração municipal, ocorreu durante o carnaval, na Rua das Acácias, em frente à Praia de Pernambuco, área onde localizam-se imóveis de alto padrão e reúne turistas. Ele montou uma tenda, pendurou cartazes e posicionou o automóvel em frente.

Antes da apreensão, o pastor solicitou formalmente autorização à prefeitura para realizar o evento. "Objetivo: reunir cristãos da cidade de Guarujá para comunhão e propagação do evangelho de Cristo Jesus aos moradores e turistas, através do evangelismo e culto", escreveu no ofício. (FOTO)

A Secretaria de Turismo da cidade, entretanto, não autorizou a realização do evento, por entender que não se tratava de uma ação de cunho religioso. Mesmo assim, uma força-tarefa montada pela prefeitura, com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, monitorou a divulgação da atividade nas redes sociais.

No dia e local anunciados, o pastor montou e realizou o evento. A equipe da força-tarefa foi ao local pela manhã e o intimou a desmontar a estrutura. Em Nota, a Prefeitura esclareceu que, como o Pastor insistiu em realizar o evento mesmo sendo notificado para não fazer, ele teve os equipamentos apreendidos à tarde.

Segundo a equipe de fiscalização, o pastor forjou uma ação religiosa para promover o lançamento e a venda da réplica de um veículo conversível de alto padrão. Ao desobedecer a ordem que o proibia de realizá-lo e, depois, de desmontá-lo, a força-tarefa decidiu apreender os materiais que foram expostos.

Após o ocorrido, o pastor Gustavo Reis publicou um vídeo de quase 20 minutos em uma rede social se defendendo. "A culpa não é de um indivíduo, é de um sistema, da falta de comunicação. E isso o Anticristo, o Satanás utiliza de todas as maneiras para colocar as pessoas umas contra as outras", justificou.

Isenção_ Por meio de comunicado, a Prefeitura de Guarujá ainda informou que vai abrir uma investigação interna a fim de averiguar se está ocorrendo infração fiscal em um imóvel utilizado pelo pastor como pousada. A suspeita é de que o imóvel esteja isento de IPTU e outras taxas municipais por ser uma igreja evangélica.

Anteriormente ao evento de lançamento do carro, a força-tarefa da administração municipal esteve no imóvel após a Ouvidoria receber "inúmeras reclamações de vizinhos devido a perturbação de sossego público". Na ocasião, foi constatado um evento com som, e o pastor foi orientado a não realizar novas ações do tipo.

O pastor Gustavo Reis afirma que o evento promovido foi "mal interpretado" pelas autoridades de Guarujá. "Não houve venda de carro nenhum. Aquele carro era de exposição, é um boneco, justamente para chamar a atenção das pessoas para o evangelho que estávamos pregando", afirmou.

O pastor admitiu ser responsável pela venda e produção do veículo, e lamentou a atitude da prefeitura em não autorizar a realização da ação de cunho religioso. Sobre a pousada que mantém, ele explicou que são dois terrenos, divididos por um muro, mas para a área paga somente um IPTU. "A pousada não tem nada a ver com a igreja. Cada um tem o seu CNPJ", disse.


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